Reforma Tributária: Comitê Gestor aprova regulamento histórico do IBS
Reforma Tributária: Comitê Gestor aprova regulamento histórico do IBS
No dia 27 de abril de 2026, o Brasil deu um passo concreto rumo à modernização do seu sistema tributário. O Conselho Superior do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) aprovou, por unanimidade, o texto-base do regulamento do IBS durante sua 4ª reunião extraordinária, presidida por Flávio César.
A decisão é considerada um marco para o federalismo brasileiro. O documento aprovado detalha o funcionamento do IBS, o novo tributo compartilhado entre estados e municípios, instituído pela reforma tributária e regulamentado pelas Leis Complementares nº 214/2025 e nº 227/2026. Com cerca de 600 artigos, o regulamento foi elaborado por um grupo técnico com representantes de estados e municípios, em articulação com o Ministério da Fazenda.
O que muda na prática?
O principal ganho do novo regulamento é a segurança jurídica. Por décadas, o sistema tributário brasileiro foi marcado pela burocracia, pela fragmentação de regras e pela falta de clareza para contribuintes e administrações fiscais. O texto aprovado serve como um guia objetivo sobre como o IBS deve ser interpretado e aplicado, tanto por empresas quanto por entes federativos.
O presidente Flávio César resumiu bem o peso do momento: “Esse é um momento histórico para os estados e municípios. A sociedade brasileira espera há vários meses por esse regulamento, que dará ainda mais transparência ao sistema tributário. Estamos fazendo uma entrega histórica e muito importante para o país.”
Entre os presentes na reunião estava a secretária da Fazenda do Rio Grande do Sul, Pricilla Santana, reforçando o caráter representativo e federativo do processo.
IBS e CBS: regulamentos complementares
O texto-base do IBS será publicado até 30 de abril de 2026, em conjunto com o regulamento da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal, elaborado pela Receita Federal. Os dois documentos compartilham uma base normativa comum, diferindo apenas nas especificidades de cada tributo, o que demonstra a preocupação em criar um sistema mais coeso e integrado.
Para o dia 30, há indícios de uma coletiva de imprensa com Flávio César e representantes do Fisco, onde os regulamentos devem ser apresentados publicamente.
Por que esse processo demorou?
O caminho até a aprovação não foi simples. O processo enfrentou atrasos causados pela sanção tardia da LC 227/2026 e por disputas internas durante a eleição da diretoria do Comitê Gestor, o que inviabilizou a publicação do regulamento ainda em 2025. Em entrevista concedida em 17 de abril, o 2º vice-presidente Luis Felipe Vidal Arellano já havia sinalizado que avanços concretos estavam previstos para o dia 27 e foram cumpridos.
O que esperar a seguir?
A aprovação do regulamento do IBS é apenas um capítulo da reforma tributária, mas um capítulo fundamental. Nos próximos meses, contribuintes, contadores e gestores públicos terão acesso a um conjunto de regras mais claro para se preparar para a transição. O sistema tributário brasileiro ainda tem um longo percurso de mudança pela frente, mas a votação de 27 de abril marca o início de uma nova fase, mais transparente e previsível para todos os envolvidos.
Quer ter acesso à prévia completa da regulamentação? Clique aqui e confira o documento na íntegra.
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